Tecidos de Ijebu “Os ijebus vestem-se quase sempre com panos produzidos por eles próprios. São fazendas de algodão, matéria-prima que obtêm localmente. Nas famílias, as tarefas de colher algodão, fiá-lo, tecê-lo e tingi-lo estão costumeiramente a cargo das mulheres, e sabe-se ser muito grande a quantidade de tecidos manufaturados em Ijebu e dali exportados, não apenas para os países vizinhos, mas até mesmo para o Brasil, cujos navios vêm buscar em Lagos essa mercadoria tão apreciada pela gente de origem africana transplantada para aquela terra distante. As cores mais comuns, depois da branca e da azul, são a amarela, a vermelha, a carmesim e a verde. Alguns panos são de uma só cor, outros são multicoloridos.”
O texto é parte de um relato das memórias de um exescravizado natural de Ijebu, na atual Nigéria, trazido ao Brasil no início do século XIX. O excerto faz menção
A) à existência de um comércio de produtos manufaturados entre a África e a América.
B) à prerrogativa masculina na produção de tecidos naquela região da África.
C) à baixa qualidade das manufaturas africanas em comparação com as da Europa.
D) à impossibilidade de acesso, por africanos e afrodescendentes, a produtos vindos da África.
E) ao comércio de africanos escravizados para o trabalho nas plantações de algodão.
A
Resposta correta: A) à existência de um comércio de produtos manufaturados entre a África e a América.